Inbound Marketing – o novo SEO?

Rand Fishkin do SEOMoz, mestre da otimização para buscadores, juntamente com o Dharmesh Shah, mestre do Google Analytics, têm tentado proliferar uma nova visão para o SEO, que ele chama de Inbound Marketing.

Não há uma tradução direta, e a tradução literal seria marketing entrante, ou Marketing de Entrada.

Eles pregam o conceito de que o SEO, ou as práticas de se ganhar posicionamento no Google, são apenas uma das maneiras de se trabalhar o marketing orientado para o que as pessoas já buscam na internet.

O gráfico abaixo procura distinguir algumas das principais fontes de tráfego gratuitas do Inbound Marketing.

As diferentes entradas do Inbound Marketing

Fonte: adaptado de Inbound.Org

Este mapa já deixa claro que o primeiro passo antes de se abrir uma startup ou criar um site, é levantar quais são os termos de busca que as pessoas já estão digitando para encontrarem seu produto ou serviço, ou ainda apenas para começarem a se familiarizar e se ambientar com sua marca.

Neste vídeo sobre SEO para Startups, que ele realizou para o encontro da galera do Hacker News, em Londres, e que chegou até mim por indicação do pessoal do Startup MS, ele define muito bem por que chegou neste conceito, e a forma como os empreendedores de startups devem olhar para o Marketing de Entrada.

Para quem está começando agora no mundo do SEO, conseguir começar com este ponto de vista vai te colocar à frente de 90% dos ditos “entendidos de SEO“, que ainda acham que o segredo do SEO é um bom código.

O não tão antigo adágio ainda vale: CONTEÚDO É REI!!

UPDATE 3/9/2012: O assunto tem se tornado tão forte, e a abordagem se mostrado tão interessante, que desenvolvemos um site específico para falar sobre Inbound Marketing! Confira!
O Internet Explorer 6 está morto

O título deste post é muito mais um desejo do que é realidade, e é neste caminho que escrevo este breve artigo.
Durante o desenvolvimento de websites para clientes, quase que sempre precisamos do:
<!–[if lt IE 8]><link rel=”stylesheet” href=”css/blueprint/ie.css” type=”text/css” media=”screen, projection” /><![endif]–>

Na Campus Party, cansamos de ver protestos divertidos, como o abaixo, contra a “maldita” versão.

Atualização Internet Explorer 6

Em fevereiro de 2010, o Google anunciou que iria descontinuar o uso do Internet Explorer no acesso a todas às suas ferramentas e páginas.

E o pessoal da iMasters, referência em desenvolvimento, elaborou uma ferramenta bem prática, que convido-os a utilizar em seus sites. Se não na visualização do site, pelo menos no acesso ao “admin”, para começar a incentivar o desuso desta (tão infame) versão do navegador.

O código é o seguinte:
<script src=”http://imasters.com.br/crossbrowser/fonte.js” type=”text/javascript”></script>

E o resultado é o abaixo:

Esta imagem aparece apenas para os usuários da versão 6 do navegador, e já possui links indicando o download de versões mais recentes do navegador.
Espero que os que trabalham com desenvolvimento web entendam o “drama”, e passem a adotar esta (e/ou outras) práticas para banirmos de vez o famigerado IE6.

FRAMES SEO – Quando não há como escapar, vamos otimizar as frames

Quando se trabalha com SEO, nem tudo são flores. Muitas vezes temos que nos adpatar à realidade dos clientes, dos projetos, e principalmente das verbas disponíveis. Este texto é um case de um projeto de um cliente recente meu.

O CASO


O cliente possui um site desenvolvido em 2003, por uma outra empresa de desenvolvimento, e que foi desenvolvido utilizando frames. O cliente alegou não possuir verba para desenvolver um novo site, e precisei criar uma solução ON-PAGE para o site dele.

Basicamente, a estrutura do site era um index.htm com o frameset, que continha um menu no topo, e o restante do conteúdo que aparece na frame de baixo.

A PESQUISA


Minha primeira estratégia foi utilizar nosso querido Google para encontrar experiências anteriores. Absolutamente TODOS os artigos que encontrei diziam a mesma coisa:

“Quando você precisar fazer SEO para frames, não use frames”

Ou seja, nenhum dos artigos apresentou uma solução que atendesse às restrições deste caso, então tive que improvisar.

A SOLUÇÃO


Minha primeira premissa (e que ainda tenho dúvidas), é de que o Google poderia vasculhar 3 conteúdos:

– O index.htm (frameset)
– O menu.htm
– O home.htm

Escolhi ajustar o index.htm, já que era esta a principal página encontrada quando o Google vasculhava o domínio do cliente.

Mas aí veio o problema, já que um frameset, por definição, não é uma página de conteúdo, apenas de estrutura. O primeiro caminho foi inserir no frameset as tags NOFRAMES, e dentro dela trabalhar um título utilizando H1, e abaixo um parágrafo com algumas keywords usando strong.

Outro detalhe foi definir o Document Type correto para o frameset, já que o antigo desenvolvedor não havia se preocupado com isso.

Além disso, trabalhei também as já conhecidas: TITLE, DESCRIPTION e KEYWORDS (sobre esta última, creio não custar nada tentar).

O EXEMPLO


Para tornar mais concreta a solução, e para ajudar quem for fazer CTRL+C e CTRL+V, deixei aqui um exemplo da estrutura completa do arquivo index.htm (o frameset)

Segue o código que utiliz4ei (fiz ajustes nas palavras-chave, para que se tornassem meramente ilustrativas):

<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Frameset//EN" "http://www.w3.org/TR/html4/frameset.dtd">
<title>Joenildo Advogados Associados | Advogados em Campo Grande, MS</title>
<META http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=iso-8859-1">
<meta name="description" content="Joenildo Advogados Associados. Escritório de Advocacia em Campo Grande, MS, Brasil. 
Encontre os advogados que você precisa para sua causa">
<meta name="keywords" content="advogados, advogado, campo grande, joenildo, advogados associados, brasil, advocacia">
<frameset rows="15%,*">
  <frame src="menu.htm">
  <frame src="home.htm">
<noframes>
<h1>Joenildo Advogados Associados</h1>
<p>Conheça o escritório Joenildo <strong>Advogados Associados</strong> em <strong>Campo Grande</strong>, MS, Brasil.</p>
</noframes>
</frameset>
</html>

RESULTADO

O Google indexou as páginas internas do site (cada uma dos frames), mas o resultado principal ainda é o index.htm, que aparece nos resultados do Google como a primeira página.

Sendo assim, além do trabalho do Frameset, é importante que seja feito um trabalho individualizado em cada um dos arquivos que são chamados como frames, já que o Google também vai indexá-los separadamente.

CONTRIBUIÇÃO

E aí? O que acharam deste caminho?

Esta foi a que eu apliquei, mas eu gostaria de ouvir outras idéias (e até ajustes na minha solução).

Será que existe risco de conteúdo duplicado?

Espero ter colaborado com aqueles que se depararem com este problema no futuro.

Obs: Este artigo é oriundo de uma prática conhecida como “POG”, ou Programação Orientada à Gambiarras (também conhecido por “WOP”, ou “Work Around Programming”).